Aprovação de vacina da dengue pode ser antecipada em dois anos

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Pesquisadores do Instituto Butantã querem antecipar a última fase dos ensaios clínicos com a vacina contra a dengue, que está sendo desenvolvida com o apoio da FAPESP. A autorização já foi solicitada à Agência Nacional de vigilância Sanitária (Anvisa). Se os testes forem positivos, a vacina pode estar disponível em 2016. Jorge Elias Kalil Filho, diretor do Instituto Butantan, disse à Agência FAPESP que o instituto está tendo excelentes resultados com os ensaios clínicos de fase 2 e que pretende apressar o processo para disponibilizar mais rapidamente a vacina para a população. Segundo ele, “a epidemia está tão grande que a eficácia do imunizante seria rápida e claramente demonstrada”.

O diretor ainda lembra que, durante a epidemia do Ebola, em 2014, ensaios clínicos de algumas vacinas foram acelerados graças a um mecanismo regulatório conhecido como fast-track, que permite em casos de urgência epidemiológica acelerar as avaliações.

A vacina já foi aplicada em 150 voluntários, além de outros 150 que receberam placebo. Nenhum deles teve reação adversa. Segundo Kalil, os dados são suficientes para garantir a segurança da vacina e o avanço até a terceira etapa de testes.

A vacina tetravalente é capaz de imunizar contra os 4 tipos da doença e está sendo desenvolvida desde 2010.

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As informações são da Agência FAPESP.

Cidade aprende língua de sinais e faz surpresa para rapaz surdo

Imagina uma cidade inteira aprender a falar a língua de sinais para surpreender um único jovem? Foi o que aconteceu com Muharrem: um dia, quando saía de casa com a irmã, percebeu que a cidade inteira estava se comunicando dessa forma. A surpresa faz parte de uma campanha da Samsung, que lançou um call center em vídeo para atender pessoas com deficiência auditiva.
A reação dele é emocionante!

(O vídeo é legendado em inglês, mas dá pra se emocionar mesmo sem as legendas)

França altera Código Civil e reconhece animais como seres sencientes

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O parlamento francês reconheceu animais como seres sencientes (seres capazes de sentir) após um ano de debates na Assembleia Nacional. A vitória é da ONG Fondation 30 Milion Amis, que idealizou o projeto de lei que moderniza o código civil francês. Segundo a ONG, os animais passam a ser vistos por seu valor intrínseco como sujeitos de direito e não mais por seu valor de mercado e de patrimônio.

O reconhecimento da capacidade de vivenciar sentimentos já era dado pela ciência há algum tempo, mas o novo status jurídico dos animais dado pela alteração do código civil abre precedentes para a vida dos animais em território francês e pode ser considerado uma vitória para as organizações de defesa dos direitos animais.

A Argentina também já tinha reconhecido os animais como sujeitos de direito no final do ano passado, através de uma decisão da Supremo Tribunal de Justiça. A decisão, segundo Pablo Buompadre, presidente da ONG AFADA, “abre o caminho tão sonhado, não só para os grandes primatas, mas também para todos os animais aprisionados injusta e arbitrariamente nos zoológicos, circos, centros de pesquisa, parques aquáticos e outros centros de exploração animal”.

Medicamento para hepatite C que cura 90% dos pacientes será distribuído gratuitamente no Brasil

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Um novo medicamento contra a hepatite C foi liberado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no começo do mês passado.

O novo medicamento é mais eficiente do que os disponíveis hoje no mercado e, combinado a outras duas substâncias, pode permitir a cura da doença em até 90% dos casos, enquanto os tratamentos atuais possuem perspectiva de cura de 40%.

O medicamento será distribuído gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ainda este ano e, segundo o ministro da Saúde, Arthur Chioro,  a distribuição do medicamento representará uma revolução para a saúde pública, transformando o Brasil em uma referência internacional no tratamento da hepatite C.

“Nós vamos viver uma revolução do tamanho que foi a introdução do coquetel para o tratamento da aids no Brasil, tanto pela diminuição do tempo de tratamento como pelo aumento da taxa de cura que sobe de 40% para 90%. Além disso, os efeitos colaterais são muito menos intensos, o que aumenta a adesão e a capacidade dos pacientes de permanecerem com a medicação”, afirmou Chioro.

30 mil pessoas serão beneficiadas pela distribuição da nova droga. Isso é quase o dobro do número de pacientes atendidos anteriormente pelo SUS (16 mil). Além do aumento do alcance do medicamento, os custos individuais do tratamento de pacientes diminuirá de R$25 mil por usuário para R$17 mil.

O medicamento, chamado Declatavir, tem uma taxa de cura de 90% e provoca poucos efeitos colaterais, com um período de tratamento de 3 meses. Os medicamentos atuais tem fortes reações adversas e exigem tratamento de 9 meses. Além da vantagem de ser um medicamento de via oral, ao contrário dos atuais injetáveis, o medicamento pode ser utilizados por pacientes com HIV positivo, o que também não era possível nos tratamentos disponíveis no país.

EUA terão embaixador para comunidade LGBT

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A porta-voz americana Marie Harf disseque o secretário de Estado John Kerry nomeará um enviado especial para os direitos das pessoas LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros).

“O diplomata será um funcionário abertamente gay” segundo ela, mas ainda não há um nome escolhido.

A decisão histórica vem quase ao mesmo tempo que o anúncio da Suprema Corte americana de que decidirá ainda este ano se pessoas do mesmo gênero podem se casar em todo o país. O tema divide opiniões no país, mas a porta-voz afirma que a defesa dos direitos humanos (e a garantia desses direitos à comunidade LGBT) é uma prioridade para John Kerry.

Medicamento 3 em 1 para pacientes com HIV e AIDS começa a ser distribuído no Brasil

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O Ministério da Saúde já começou a distribuição do medicamento com dose tripla combinada (ou “3 em 1″) para pacientes com HIV e AIDS. O medicamento é uma combinação do Tenofovir (300 mg), Lamivudina (300 mg) e Efavirenz (600 mg). Foram investidos R$ 36 milhões na aquisição de 7,3 milhões de comprimidos, que atenderão os pacientes até o final do ano.

“A utilização de dose fixa combinada (3 em 1) irá permitir uma melhor adesão ao tratamento de pessoas que vivem com HIV e aids. Além de ser de fácil ingestão, o novo medicamento tem como grande vantagem a boa tolerância pelo paciente, já que significa a redução dos 3 medicamentos para apenas 1 comprimido” disse Arthur Chioro,Ministro da Saúde.

A medida é parte de um novo protocolo clínico de tratamento da doença. Só no Brasil, 734 mil pessoas vivem com a doença. O maior número de detecções do vírus é nos estados do Amazonas e do Rio Grande do Sul, que foram os primeiros a receber o novo comprimido.

Medicamento de gripe ajuda pacientes com Ebola

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Pela primeira vez uma droga dá sinais promissores de efetividade no tratamento do Ebola. O medicamento, que interfere na habilidade do vírus de se copiar, diminuiu pela metade a mortalidade (de 30% para 15%), em pacientes com níveis baixos ou moderados de Ebola no sangue. Não houve efeitos em pacientes com maior quantidade do vírus, que tem mais possibilidade de morrerem.

A droga, que é um medicamento para tratamento de gripe aprovado no Japão, é bem tolerada pelas pessoas em geral e está sendo testada em Guiné, um dos três países mais afetados pela crise do vírus no oeste africano.

Avigan,remédio usado para o tratamento de gripes no japão. Foto: Issei Kato/Reuters

 A notícia dos resultados positivos gerou complicações e atrasou pelo menos uma terapia alternativa ao uso do medicamento, com pesquisadores reconsiderando planos e médicos pressionando que o favipiravir tenha maior disponibilidade.
Pesquisadores e autoridades de saúde agora debatem se devem ou não divulgar os resultados preliminares do estudo.

O resultado é baseado no uso de favipiravir em 69 pacientes, maiores de 14 anos, que receberam a droga em dois centros de tratamento, desde dezembro do ano passado. O número de sobreviventes entre os que tinham níveis baixos ou moderados do vírus no sangue foram significativamente melhores que o dos pacientes que tinham sido tratados pelo centro dos Médicos Sem Fronteiras, em Géckédou.

A droga é mais eficiente quando recebida de dois a três dias depois do aparecimento dos sintomas, assim como tratamentos antivirais de gripe. Porém, a maioria dos pacientes chega nos centros de tratamento mais tarde, em média com cinco dias de aparecimento dos sintomas. Por isso, os resultados estão sendo analisados com número aproximado de vírus no sangue.

“É uma pequena e preciosa notícia para quem tem Ebola”, diz Dr. Susan Shepherd, que serviu como coordenadora em um dos centros onde a droga foi testada, cuidado pela Alliance for International Medical Action (o outro centro é cuidado pelos Médicos Sem Fronteiras)

“Com medicamentos que são seguros assim, você não tem como dizer que uma pessoa pode usá-la e outra não” diz Shepherd “O problema é que o medicamento não ajuda de maneira nenhuma quem tem cargas altas do vírus”

Outra alternativa

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Os pesquisadores esperam que algumas vidas sejam salvas aumentando a imunidade dos pacientes, incluindo com transfusões de soro extraído do sangue de sobreviventes da doença, que contém anticorpos capazes de enfrentar o vírus. Entretanto, expectativas em relação ao favipiravir estão contribuindo para um atraso nos testes com transfusões de soro, também conhecida como “terapia de plasma convalescente”, na capital de Guiné.

“Se os pacientes que recebem as transfusões de soro também tomarem o favipiravir, como alguns médicos estão querendo, ficará difícil de saber se a transfusão fez efeito”, diz Roeland Scholtalbers, chefe de comunicação do Instituto de Medicina Tropical em Antwerp, Bélgica, patrocinadora do estudo. Segundo ele, não é porque o medicamento veio primeiro que se deve por mais esperança em uma solução do que em outra.

“Há bons argumentos pra se pensar que o plasma pode ter um impacto positivo” ele diz “seria uma vergonha, como comunidade científica, não nos comprometermos com isso”

Para o Dr. Xavier Anglaret, líder nos estudos sobre favipiravir em Guiné, há um consenso entre colegas de que o outro estudo é importante. “Os testes com plasma devem começar o mais rápido possível” diz ele.

Ambos os testes ficaram mais importantes depois de um cancelamento abrupto, na última sexta, de uma terceira terapia, com o medicamento antiviral brincidofovir, depois do fabricante concluir que haveria número insuficiente de pacientes com Ebola para verificar a eficácia da droga na Libéria, onde o estudo estava acontecendo.

Fonte: NY Times